

No âmbito das Comemorações de João de Deus,delete.me
por Mestre Silvestre Raposo
seguida de leituras por Hélia Coelho
no próximo dia 8 de Março, pelas 18h00, no Auditório da Caixa de Crédito Mútuo de São Bartolomeu de Messines
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*Blogues que referem esta apresentação
Nova Águia ( Na Agenda Mil - notícias relativas ao mês de Março )
Folheto, Edições & Design
canto.chão
Crónicas de um Pássaro de Corda
Matebarco
No Princípio Era o Caos

A Direcção da Caixa de Crédito Agrícola de São Bartolomeu de Messines e São Marcos da Serra, no âmbito das Comemorações do 178º Aniversário do Nascimento de João de Deus, convida Vª Excia e Família para o lançamento da obra delete.mea realizar dia 8 de Março de 2008, pelas 18h30, no auditório pequeno da Caixa de Crédito Agrícola de São Bartolomeu de Messines
uma data especial
a inspiração
Poema inédito de António Simões, 28.01.1981
procuravas as palavras mais simples,
António Simões, poema inédito, 1969
"[...] ainda que os antigos beberam primeiro nas fontes, nem por isso as esgotaram: Multum egerunt qui ante nos fuerunt, sed nom peregerunt, diz Séneca [...]" - Sermão da Conceição Imaculada da Virgem Maria, Padre António Vieira, s.d. Completaram.se, na passada quarta.feira, dia 6 de Fevereiro, 400 anos sobre o nascimento de António Vieira, mais conhecido, pelo Padre António Vieira. Nasceu em Lisboa e faleceu em São Salvador da Baía, em Junho de 1697. Foi, segundo Fernando Pessoa, "o imperador da língua portuguesa". Viveu entre Portugal e o Brasil. Foi, ainda, padre jesuíta, diplomata e um dos mais acérrimos defensores dos cristãos.novos, judeus, índios e escravos. Lutou, intransigentemente, e foi vítima da Inquisição. Tendo sido um dos profetas do 5º Império, angariou amigos, uns ilustres, outros não, e muitos inimigos.
I
Defesa do livro intitulado
QUINTO IMPÉRIO,
que é a apologia do livro
CLAVIS PROPHETARUM,
e respostas das proposições censuradas
pelos senhores inquisidores: dadas pelo
Padre Antônio Vieira, estando recluso nos
cárceres do Santo Ofício e Coimbra
Sendo ontem chamado à mesa, me foi dito que estavam nela os senhores inquisidores para sentenciarem a minha causa, e que antes disso queriam ouvir de mim tudo o que tivesse que dizer ou alegar para bem dela; e porque a última doença (de que estou mal convalescido) me não deixou com forças nem alento para poder falar em público, pedi licença para falar por papel, que me foi concedida. Protesto pois do modo que me é possível, diante desses senhores, que antes de se me dar a notícia que as minhas proposições estavam censuradas, e as censuras aprovadas por sua santidade, fazia eu tenção de propor em presença de vossas senhorias todos os pontos ou questões delas, dando os fundamentos das opiniões que segui, ou determinava seguir, respondendo aos das contraditas; mas depois que me foi dada a notícia da aprovação e autoridade do sumo pontífice, que é argumento a que a minha fé, resignação e obediência, não sabe outra solução senão a da veneração, obséquio e silêncio, sem que para isso seja necessário cativar ou fazer força ao entendimento, que sempre está e esteve sujeito aos menores acenos da Igreja, e de qualquer de seus ministros, havendo por esta via cessado o escrúpulo que só me dilatava; e tendo eu aceitado, sem mais demora da razão, ou explicação das ditas proposições, a todas as censuras delas, e suas dependências, nenhuma outra coisa se me oferece, que possa fazer ou dizer importante ao bem da minha causa, mais que o representá-la a vossas senhorias em um menor e mais abreviado processo, no qual a possa compreender toda junta de uma vez, dividindo-a para isso em partes certas e determinadas, onde se veja brevemente o dilatado, distintamente o confuso, e claramente o escuro e mal declarado por mim: e pois não posso fazer a dita representação com razões vivas (como muito desejava) falarão por mim estas poucas regras, não como nova alegação, pois não digo nelas coisa de novo, mas como um breve memorial deste processo, repartido, para maior facilidade, clareza, e distinção, nas oito ponderações seguintes: (...)
- Excerto de "De Profecia e Inquisição", Pe. António Vieira, Brasília, Estado Federal, 2001.
Iluminura de Wikipédia.
edição de Cabala Produções, 2007.
Texto transversal de Augusto Mota.
Poema de António Simões
16 .Augusto Mota, irmã, Maria Helena, e sobrinha, Cristina Pires.
17 .Augusto Mota assinando um álbum de "Wanya".
18 .Augusto Mota ouvindo, atentamente, Guilherme Valente.
19 .Três amigos.
20 .Um outro ângulo da assistência.
11 .Augusto Mota, Sara Franco e Maria João Franco ( respectivamente, filha e viúva de Nelson Dias ) trocando impressões.
12 .Augusto Mota conversa com Geraldes Lino e Rui Zink.
13 .Augusto Mota, um amigo de ocasião e Maria João Franco.
14 .Guilherme Valente, editor da Gradiva, em conversa com Maria Helena, irmã de Augusto Mota.
15 .Augusto Mota e o casal admirador de Wânya, desde a primeira edição, os sobrinhos ,Marta e Sérgio. fotografias de Pedro Carvalho.
6 .Guilherme Valente, o editor, no uso da palavra.
7 .Os prefaciadores e apresentadores, Rui Zink, à direita, Geraldes Lino, ao centro, e, José de Matos-Cruz, à esquerda.
8 .O autor do texto, Augusto Mota, à esquerda, Maria João Franco, o personagem Wanya, em carne e osso, José de Matos-Cruz, ao centro, e, Geraldes Lino e Rui Zink, à direita.
9 .Augusto Mota, dando autógrafos.
10 .Parte da assistência, mais concretamente, os sobrinhos de Augusto Mota, vendo-se, à direita, Pedro Carvalho, o principal responsável por esta reportagem... [Nota
1 .O autor do texto, Augusto Mota, a ser entrevistado por Isabel Lucas, do Diário de Notícias, na Livraria, um pouco antes da sessão começar...
2 .A boa disposição, como é visível, reinou durante toda a sessão. À esquerda, vê-se Augusto Mota, ao centro, a pintora Maria João Franco, viúva de Nelson Dias ( autor das pranchas desenhadas ), e em quem o mesmo se inspirou para dar vida ao personagem Wanya, e, à direita, José de Matos-Cruz, autor e crítico literário de BD.
3 .Augusto Mota e Alberto Pimenta que não carece de apresentações.
4 .Augusto Mota e Orlando Cardoso, historiador, escritor e poeta que, recentemente, foi galardoado com o 1º Prémio de Poesia pelo IPL ( Instituto Politécnico de Leiria ).
5 .Augusto Mota, o Almirante do "Palácio das Varandas" e um jardineiro/poeta multifacetado, no uso da palavra. Fotografias de Pedro Carvalho e Nuno Verdasca.


AS MIL ARTES DE AUGUSTO MOTA QUE CRIA PARA O PÚBLICO, NÃO PARA EXPOSIÇÕES
Há mais de 30 anos, Augusto Mota dizia assim numa entrevista dada ao “Jornal de Notícias”: “Cada artista devia – utopicamente devia – ensinar tudo e a toda a gente. As escolas, as fábricas, as oficinas, deviam ser orientadas por um gosto novo e consciente. Tudo como está me parece desencontrado.”E, muitas linhas abaixo, respondia que “o mural é a forma mais útil de participação na comunidade, a mais responsável. (…). Será, sobretudo, a forma menos egoísta de realização artística, se não se trair a sua função popular e o deixarmos estar no jardim, na escola, na gare, na praia, na fábrica, no café, no cinema, na igreja, em todos os sítios onde a vista não tenha reservado o direito de admissão.”Se bem o disse, melhor o fez. Na Escola Domingos Sequeira, onde foi professor de inglês, o artista plástico Augusto Mota deixou um grande trabalho seu em espaço público, colocado bastante tempo antes de se aposentar.Para uma das paredes do desaparecido Café Colipo, pintou uma gigante “Lenda do Lis e Lena” que está hoje armazenada algures, com mazelas difíceis de recuperar.Para as instalações da antiga “Carvalho & Catarro”, concebeu “As conquistas da Ciência”, um painel de quatro metros cujo paradeiro desconhece.Quase do mesmo tamanho, eram dois trabalhos que decoravam as paredes dos Supermercados Ulmar. “Foram assassinados”, lamenta hoje Augusto Mota. Uma parte da sua superfície está escondida por prateleiras; e o resto foi coberto por tinta plástica. Serão recuperáveis? “Talvez…” – diz Augusto Mota com grandes reticências. “É mais importante a intervenção artística nos espaços públicos do que nas galerias”, teima Mota em repetir, não obstante os desaires relatados. E foi com essa preocupação social que, quando jovem, se juntou a Miguel Franco, Guilherme Valente e Rui Branco, com Álvaro Morna a fazer uma perninha, para publicarem regularmente o “Pinhal Novo”, suplemento cultural do REGIÃO DE LEIRIA. E – parece mentira! – pagavam, dos seus próprios bolsos, 500 escudos para a inserção de cada edição neste semanário.Cultor de solidariedades, Augusto Mota participou, nos idos de 60, noutra experiência de grupo: uma mostra colectiva de poesia ilustrada através da qual um grupo de jovens intelectuais leirienses levou as suas preocupações sociais a expôr em Leiria, Marinha Grande e Monte Real. A única frase que recorda, das que ficaram registadas no livro de honra, dizia assim: “Mereciam ir todos presos”.Outro sinal da repressão sufocante que foi contemporânea da juventude de Augusto Mota, foi a apreensão dos exemplares da revista “Gafanhoto”, um periódico de banda desenhada que custava cinco tostões na Papelaria Vital, no edifício do Mercado de Santana, no sítio onde ainda há poucos anos existia um talho. O miúdo Augusto, que assistiu à cena de olhos arregalados, teve dificuldade em perceber porque é que aquele senhor, afinal um polícia à paisana, não deixava que uma tão inofensiva revista se vendesse. E a surpresa da criança não ficou mais pequena, quando lhe explicaram que… a culpa era do Cuto, um garoto traquinas cujo desenhador, Jesus Blasco, fazia viver aventuras demasiado rebeldes para uma época em que todas as actividades e leituras dos adolescentes não podiam desviar-se dos domesticantes parâmetros da Mocidade Portuguesa.Talvez tenham sido estas proibições aquilo que desencadeou em Augusto Mota um fascínio muito especial pela banda desenhada, que culminaria com a sua participação, como argumentista, na elaboração de “Wanya – Escala em Orongo”. Editado em 1973, foi um álbum de sucesso, que chegou a ser traduzido para a Alemanha.Porém, já dez anos antes Augusto Mota se aventurara noutro empreendimento: o do desenho animado. “Variações sobre o mesmo Traço” foi uma experiência concebida mediante técnicas muito pessoais, que lhe granjeariam uma meia dúzia de prémios, incluindo dois primeiros: num concurso de cinema de amadores da Figueira da Foz e no Primeiro Festival Nacional de Cinema de Amadores de Guimarães.Para realização pessoal, criou outros filmes que guarda para si. Alguns foram realizados de parceria com o conhecido poeta Alberto Pimenta, seu colega de curso em Coimbra. Aliás, os primeiros quatro livros de Alberto Pimenta possuem assinatura de Augusto Mota. Como tantos outros, dos mais diversos autores. E como os livros de todos os autores, que o leitor porventura adquira na Livraria Martins. Quer dizer: são de sua autoria, os desenhos das sobre-capas que a livraria oferece. …E encerramos com a frustração de ter deixado muito por dizer. Das incursões de Augusto Mota pela escrita, da sua intensa actividade como gravador de linólio, madeira, serigrafia, da sua componente humanística colocada ao serviço da população da sua Ortigosa, do seu culto pelas plantas, bem evidenciado no seu desafogado jardim, onde todas as espécies estão identificadas…Vejam lá, que até o nosso propósito inicial ficou no tinteiro! Que era destacar o pioneirismo de Augusto Mota nas artes gráficas leirienses. Os seus cartazes, que muita gente tem visto e pouca tem identificado o autor… Os seus logotipos criados para as mais diversas empresas ou instituições… Os seus estudos para caixas de tomates, tampos de sanita, copos, óculos, camisas, pão de ló…
*Este texto foi publicado no Região de Leiria em 2 de Setembro de 2000, assinados por "José Freire de Oliveira". A utilização do nome completo do autor (e coordenador do Buraco da Fechadura) era uma exigência da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, com a alegação de que já existia uma carteira emitida com esse nome, para um fotógrafo que assinava profissionalmente "José Oliveira". A situação foi ultrapassada na revalidação seguinte da carteira, mercê da declaração do fotógrafo homónimo que amavelmente declarou que não publica textos, ao mesmo tempo que o coordenador do 'Buraco' declarava que não assina fotos.
posted by Zé Oliveira
Referências, à 2ª edição de WANYA, na Blogosfera:
http://wanya-escalaemorongo.blogspot.com/
http://kuentro.weblog.com.pt/arquivo/257325.html
http://janelaurbana.clix.pt/ler-1001-categoria-7.html
http://www.truca.pt/imaginario.html
http://va.vidasalternativas.eu/?p=623
http://casamarela5b.blogspot.com/2007/09/brevemente-reedio-de-wnya-escala-em.html
http://casamarela5b.blogspot.com/2008_01_01_archive.html
http://tebeosfera.com/Obra/Tebeo/BuruLan/ElGlobo/Indice.htm
http://matebarco.multiply.com/reviews
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/221114
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=321017&visual=26&tema=5
http://sara-franco.blogspot.com/2008/01/entrevista-para-o-programa-de-rdio.html
http://becodasimagens.blogspot.com/
http://chavedoburaco.blogspot.com/
http://palaciodasvarandas.blogspot.com/
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Nota de Rodapé
Caros amigos,
