1.noite funda, amor,
absurda e louca noite longa
em que ninguém adormece.
tua mão na minha - uma flor!
( a esperança que o amor prolonga )
- e de repente amanhece!
2.
lenta, a voz negra te sufoca
mas teu canto claro permanece
lenta, a noite sobe em teus dedos
e o teu canto é o dia que acontece.
Poemas de António Simões, 1964
Fotografias e composições de Augusto Mota sobre poemas de carlos Alberto Silva, António Simões e Gabriela R. Martins.














































