22/01/2008

o nosso presente de aniversário ...

...feito de palavras, música e fotografias... PARABÉNS ,ALMIRANTE!!!!!!!!!

1 .mas foi assim que, no ano passado, comemorámos esta efeméride ...


... cantam as nossas almas
para o nosso Almirante
uma salva de palmas ...

FELICIDADES!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
deseja.lhe a tripulação - do Contra Almirante ao Grumete
2 ... e, há dois anos, foi assim que o fizemos ...

"estamos sós com aquilo que amamos"

é o vigésimo segundo dia do mês de Janeiro ."esse ponto exacto à volta do qual tudo oscila, testemunha do balanço entre a noite de um inverno exterior e a aurora de uma primavera interior"
o dia cai .a noite antecipa-se
é o 22º dia do mês de Janeiro .o rito .a celebração da arte ,na Arte...
salut! ao alto da gávea .a um palácio de palavras e imagens grés

divagamos...
sabemo-nos presos a um corpo ,presos à matéria ,e ,recusamos aceitar ser esse o local da nossa morte .um corpo ,afinal ,nada mais é do que um fim que se elabora num erro .então ,só podemos aspirar aos objectos que tenham o estatuto de pensamento .mas ,também neste caso ,os objectos tornam-se insuportáveis ,na medida em que o corpo ,como objecto criador do pensamento , também é insuportável .e ,é esta deficiência técnica que ,para os cépticos ,como eu ,faz surgir a estranheza e o medo da morte
todavia ,tudo isto é um erro .um erro crasso
primeiro ,porque na dicotomia objecto/corpo ,objecto/pensamento ,há ,apenas ,uma verdade insofismável - cada um ,ao nascer ,transporta ,em si ,um cadáver
segundo ,porque há que aprender os limites da ideia .há que saber os limites da linguagem .há que saber ser nos limites da linguagem e da matéria .saber ,ainda ,calcular a distância entre a matéria e o pensamento ,entre a nossa vontade perceptiva e o estado real do objecto ,porque a mesma pode resultar da fuga do objecto
este deixa de ser para querer ser
então ,os objectos podem deixar de existir .existe sim a esperança do objecto que especifica a fuga e a ausência ,e esta é a forma de consciencializar uma afeição
todavia ,a falta do objecto nunca nos faz aproximar dele ,porque realmente o que amamos é a ausência ,a deslocação ,a esperança do objecto ."estamos sós com aquilo que amamos" - escreveu Friedrich Novalis
julgo imperioso cultivar o espaço bruto se quisermos ,de facto ,escrever o Poema Final
deambulamos num espaço ,literalmente ,vazio ,no espaço que fica entre corpos e ideias ,nomes e/ou objectos .mas ,como preencher esse vazio?
um Poeta ,por exemplo ,sobe as montanhas da Palavra e aí ,entre o dia e a noite ,julga-se um fugitivo ,sem saber que nunca sai do mesmo lugar .deseja ser um grito e ter asas de ouro .mergulha a fronte suave nas mãos geladas e deixa o corpo cair .sonha .procura na terra negra uma flor azul .sabe da escuridão e do frio que enchem esse vazio
então ,e só então ,cumpre-se na Ausência
gabriela rocha martins.



4 comentários:

Anónimo disse...

E que daqui a um ano estejamos aqui a festejar mais um aniversário, com mais produções belas, sinal de energia da alma e do espírito.
Um abraço.

Anónimo disse...

Quando nascemos é verdade, transportamos um cadáver, por isso apostamos no intervalo que é a vida, e concluímos que só nós pertence o acto de morrer... pois que seja linguagem da vida exacta, rigorosa, enxuta que a todos deve pertencer...

Voltarei a este texto ainda.... batendo-me pela poesia, batendo-me pela vida ....
um grande abraço!!!!

António Simões ,Augusto Mota e Gabriela Rocha Martins disse...

claro que estaremos ,Fernandinha ,com taças de champanhe e bolo de anos!!!!!!!!!!!!!

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ah! e marcaremos lugar na corrida contra o tempo ,para vencê.lo

.

um beijo ,amiga!

António Simões ,Augusto Mota e Gabriela Rocha Martins disse...

mais uma página de vida transposta em texto

.

mais um entre outros

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um cordialíssimo abraço ,Poeta!