11. Quando se viu com água o fogo arder
E o Tejo volver atrás repentino,
E aos altos céus o mar ascender;
Quando o velho voltou a ser menino, Ali mudando a idade e o ser;
Quando o mais sábio perde o tino
E o ignorante dá provas de saber,
E manso fica o leão ferino - Talvez o teu desdém então abrande,
Talvez o teu olhar o meu procure,
Talvez o impossível aconteça; Talvez o doce Deus, que é forte e grande,
Este meu mal sem remédio cure,
Talvez o fogo gele e o gelo aqueça. António Simões, in "Amor É Um Fogo Que Arde Sem Se Ver. E Outros Sonetos".
2 comentários:
Esta música que tão bem envolve o poema, o aquece e o revive, é de Artur Piazola, não é?
é sim senhora, Teresa! os doces/acres acordes da América latina...o tango, como mais nenhum!
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