Repara bem: isto é o meu corpo -
Com palavras me esculpo e dou forma,
Enquanto vai envelhecendo o outro,
A carne do verso é sempre nova. Repara melhor: é também teu corpo,
Pois tu que me lês não ficas de fora:
Sílaba a sílaba, traço-te o rosto
Onde meu olhar, feliz, se demora. Habitamos os dois este soneto:
Ao evocar-te, nele te esculpi,
E passo a ter a tua companhia. Mas deixar-te partir eu não prometo,
Nenhum de nós pode sair daqui,
Que o poema depois se desfazia. António Simões, in "Sonetos de Água e Outros".
6 comentários:
belo poema.
Tão belo, que não se desfaz!
um beijo, Amiga,
maat
olá, minha querida!
tenho imensas saudades suas...e agradeço com um enorme beijinho...aqui... onde, no silêncio das palavras, continuaremos sempre presentes.
até breve.
até um outro nosso poema...
Um belíssimo soneto de António Simões onde o autor prima pelo jogo entre, elem autor e o leitor como parte integrante do poema.
Nesta difícil arte de sonetar ( será que a palvra existe ou acabei de inventá-la?...se sim que me perdoem os Seguidores da Norma Linguística )António Simões aparece-nos como exímio.
Venho de um tempo inscrito a quatro mãos e aqui me demoro.
mais dois registos que, em nome da gerência, não deixo de agradecer...
...certa de que o António Simões vos releva a todos...
...no seu canto morno alentejano...
...a beleza interior do POETA assim me diz...
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