06/07/2005

Ninguém


"Ninguém", de Augusto Mota,
in "Ainda, uma folha de poesia ilustrada"
Posted by Picasa
Procurei-te
numa noite fria
entre publicidade de neon
gritando produtos conhecidos.
Procurei-te em ruas largas
cheias de montras caras
e de caras enjoadas
de quem não tinha nada que fazer.
Procurei-te em ruas estreitas
cheias de lojas humildes
onde pairava um cheiro a luz
de vendedor ambulante.
Procurei-te em becos
onde silhuetas de amor perturbado
me fizeram regressar
às ruas cheias de montras caras
onde já não havia caras enjoadas
de quem não tinha nada que fazer...

5 comentários:

Anónimo disse...

Agora o poeta.
Um outro registo dado a conhecer.

Multifacetado e completo.

Um trilho de surpresa em surpresa que este Autor nos habituou.

Bem ou mal? eis a questão!!!!!
( a mim, bem demais! )

Anónimo disse...

E desde então há tanto, tanto, por fazer...

Anónimo disse...

as meninas começam a ficar muito mal habituadas...depois quero ver, quando chegar o "tempo das vindimas quem se oferece para carregar os cestos"...

e tu, percebeste a metáfora, Anamar?

Anónimo disse...

Não. Sim. Talvez.

Anónimo disse...

minha amiga!
andamos a brincar ao gato e ao rato?
por favor. chega.
um beijo